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Linguagista

Como se escreve nos jornais

Assim não vamos longe

 

      «O caso tem gerado uma onda de apoio por toda a Áustria, com os médicos a pedirem maior proteção e a criação de leis rígidas contra o bullying e a guerra psicológica. Seguiram-se também várias vigílias de homenagem, tendo a última acontecido esta segunda-feira no exterior da Catedral St Stephen’s, em Viena» («Áustria em choque com morte de médica defensora da vacinação contra a Covid-19. Presidente pede “fim da intimidação e do medo”», Ana Catarina Peixoto, Observador, 4.08.2022, 9h09, itálico meu).

      Isto faz algum sentido, escrever St Stephen’s quando a catedral é na Áustria? Não faz — e avisei a jornalista, contra os meus princípios, mas não ficou convencida. Então, antes Sankt Stephan ou Stephansdom! Um jornalista sensato e conhecedor da língua optaria, é evidente, por escrever Catedral de Santo Estêvão. Em vez de se limitar a copiar, sem adaptar, o que vê em fontes em inglês, raciocinava uns segundos e procedia em conformidade. Vá lá, fez-me o favor de corrigir «anti-vacinas».

 

[Texto 16 697]

Léxico: «superpico»

Estas são as maiores

 

      «Esta quinta-feira, as autoridades locais anunciaram que mais três alpinistas estão desaparecidos após começarem a escalar a um dos 14 “superpicos” (montanhas com mais de oito mil metros de altitude) da cordilheira dos Himalaias» («O perigoso negócio da escalada da K2. Montanha regista num dia quase metade do total de subidas da História», Joana Azevedo Viana, Rádio Renascença, 28.07.2022, 12h21).

 

[Texto 16 696]