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Linguagista

Léxico: «glicobiologia | glicoconjugado»

Agora a ciência

 

      «Esta área de investigação, a glicobiologia (os glicanos), e o seu impacto na função da célula e na doença foi recentemente distinguida pelo Nobel da Química 2022, atribuído a Carolyn Bertozzi» («Investigadora portuguesa lidera projeto europeu para descobrir o gatilho da doença de Crohn», Rui Frias, Diário de Notícias, 10.10.2022, p. 12).

 

[Texto 17 067]

 

P. S.: No último, passamos a ter ocasionalmente alguns recados em post scriptum — como este: já podem eliminar o verbete «baleia-piloto-de-peitorais-curtos». Como em qualquer obra, depois de terminada, desmontam-se os andaimes.

 

Léxico: «glicano»

Contido em anglicano

 

      «Alvo principal deste estudo, em busca do tal mecanismo que desperte a doença, vai ser o chamado glicocálice – “uma camada de glicanos (açúcares ou carbo-hidratos [sic]) que cobre toda a superfície da mucosa intestinal e se assemelha a uma escova”, explica a cientista [Salomé Pinho, do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde i3S, no Porto]» («Investigadora portuguesa lidera projeto europeu para descobrir o gatilho da doença de Crohn», Rui Frias, Diário de Notícias, 10.10.2022, p. 12).

 

[Texto 17 066]

Definição: «clementina»

Não dizem

 

      «En cuanto a las clementinas — se diferencian de las primeras [mandarinas] en un sabor más dulce o en que, por norma general, no tienen semilla —, algunas de las variedades que pueden hallarse estos días son la pitufo mon cherri, a 2,95 euros por kilo, mientras que la mon cherri estaba a 3,95» («Clementinas, mandarinas, peras o manzanas, elija su variedad porque están de temporada», M. C., La Voz de Galicia, 19.01.2022, p. 24). Vejam lá se os nossos dicionários dizem isto... é o dizem.

 

[Texto 17 064]

Definição: «ciclone»

Engloba?

 

      Talvez, mas não o vemos nos dicionários, o sítio mais natural para o encontrarmos: «Se trata, explica su portavoz, Rubén del Campo, de una onda tropical que se mueve desde el interior del continente africano hacia su costa occidental y que tiene un 50% de probabilidades de convertirse en un ciclón —término que engloba a las depresiones tropicales, tormentas tropicales y huracanes dependiendo de la fuerza de sus vientos de 60 a 120 kilómetros por hora—.» («El Centro de Huracanes vigila una anomalía próxima a Canarias», Victoria Torres Benayas, El País, 22.09.2022, p. 27).

 

[Texto 17 063]

A treta do uso de @ para expressar inclusão

Inventem outra

 

      Quem nunca viu esta aberração em textos em português? «Hay quien dice que usa la arroba precisamente para simplificar; sin embargo, usándola, en aras de una cruzada por la igualdad de género, no se simplifica, sino que se cae en el simplismo. Quien usa la arroba es tan políticamente correcto como ortográficamente incorrecto, ya que la arroba no es una letra, sino un símbolo. Cuando se utiliza como una letra no puede ser leída, porque es impronunciable. Si alguien intenta pronunciarla, corre el riesgo de sufrir un esguince de lengua por retorcimiento. La arroba es lo que es, un símbolo incorporado a las direcciones de correo electrónico para separar el nombre del usuario del dominio cibernético al que pertenece» («Arrobar sin arrobas», Pedro Armas [professor na Universidade da Corunha], La Voz de Galicia, 28.09.2022, p. 11).

 

[Texto 17 062]

Léxico: «rouxinol-bravo-japonês»

Hum, não me parece...

 

      Não vou dizer que queria ver o nome em japonês — ウグイス ­—, mas não seria nada mau que 1. o rouxinol-bravo-japonês tivesse uma definição mais extensa; 2. também aparecesse no dicionário sem o AO90. Mas não só. Vejamos a definição: «ORNITOLOGIA (Horornis diphone) Ave da família dos Cettiídeos, ordem dos Passeriformes». Ainda que o nome da família estivesse certo — mas como poderá estar, num aportuguesamento com dois tt quando não está envolvido um nome próprio? —, não o encontramos (pecha maior de muitos dicionários) dicionarizado. É muitas vezes nestas funduras que o pobre falante perde o pé.

 

[Texto 17 061]

Léxico: «sociobiográfico»

Depois de morta

 

      «A vencedora do Prémio Nobel da Literatura tem cinco títulos editados em Portugal, todos pela Livros do Brasil. Através deles, é possível conhecer os temas, e as inquietações, que dão corpo à escrita “auto-sociobiográfica” [auto-sociobiographique] da autora francesa de 82 anos» («Cinco livros, em português, para entrar na obra da Nobel Annie Ernaux», Mariana Duarte, Público, 6.10.2022, 19h26).

 

[Texto 17 060]