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Linguagista

Léxico: «pluriverbal | monoverbal»

Acabamos assim

 

      «[María Dolores Sánchez Palomino] Dirixe os traballos que permitirán ofrecer na Rede proximamente o novo dicionario castelán-galego. Esta ferramenta, explicou, “responde plenamente aos criterios da lexicografía bilingüe actual, respectando aqueles trazos que veñen sendo tradicionais e moi positivos da lexicografía académica galega”. A obra contará con 26.400 lemas, 54.300 acepcións e 6.000 unidades pluriverbais» («Sánchez Palomino: “Os dicionarios bilingües contribúen á normalización”», A. G. Núñez, La Voz de Galicia, 18.12.2022, p. 37).

 

[Texto 17 411]

Léxico: «camalote»

Aqui não é uma ilha flutuante

 

      «O camalote é uma planta abundante no Pantanal. Dele nasce uma flor roxa muito perfumada. Há até pouco tempo, nesse emaranhado de aguapés os catadores de isca viva para a pesca esportiva ganhavam a vida em Barra de São Lourenço, às margens do Rio Paraguai, a mais de 100 quilômetros de Corumbá» («No Pantanal, projetos unem turismo com preservação», Filipe Mortara, O Estado de S. Paulo, 20.12.2022, p. C8).

 

[Texto 17 408]

Léxico: «Pantanal»

Mede lá isso bem

 

      «O Pantanal ocupa um espaço cativo no imaginário brasileiro» («No Pantanal, projetos unem turismo com preservação», Filipe Mortara, O Estado de S. Paulo, 20.12.2022, p. C8). E por espaço — qual a dimensão do Pantanal? Era preciso distinguir entre a parte brasileira e as partes do Paraguai e da Bolívia (aqui, com o nome de Chaco). Seja como for, não é o que indica a definição do dicionário da Porto Editora: «GEOGRAFIA [com maiúscula] grande planície periodicamente inundável, com cerca de 120 mil metros quadrados, que se estende por territórios do Brasil, da Bolívia e do Paraguai». Mas a definição não faz jus ao bioma que é o Pantanal.

 

[Texto 17 407]

Léxico: «golbol»

Experimentem fazer ao contrário

 

      «Chegou ao fim, neste fim-de-semana, o Campeonato do Mundo de goalball, que se realizou pela primeira vez em Portugal. No Centro de Desportos e Congressos, em Matosinhos, foi o Brasil que confirmou a superioridade que tem mostrado nos últimos anos, sagrando-se tricampeão mundial, ao bater a China na final, por 6-5. [...] Esta modalidade de pavilhão disputa-se num campo com as mesmas dimensões do de voleibol (18 metros de comprimento e nove de largura) entre duas equipas, compostas por dois ou por três jogadores cada. O objectivo é marcar mais golos do que o adversário, sendo que a baliza ocupa toda a largura do campo. [...] Aqui surge uma das particularidades deste jogo: para que não haja interferência exterior, as partidas são sempre jogadas sob silêncio absoluto, exceptuando o som da bola, o apito do árbitro e os festejos fugazes dos golos» («Goalball, uma modalidade à procura de um impulso», Afonso Santos, Público, 19.12.2022, p. 38).

      Já se sabe como é: «Ah», dizem os falantes, «“golbol” não está nos dicionários, não usamos.» Os dicionaristas: «Ah, ninguém usa “golbol”, não o dicionarizamos.» Pois fiquem sabendo que o VOLP da Academia Brasileira de Letras o acolhe. Quanto à definição, a da Porto Editora carece de uns retoques: «desporto destinado sobretudo a deficientes visuais, que é disputado por duas equipas de três jogadores cada, cujo objectivo é marcar golos».

 

[Texto 17 405]

Léxico: «Neocretáceo»

Ai, essa geocronologia

 

      «O tamanho do animal foi calculado em até 7 metros, o que o torna o maior crocodilo do Neocretáceo brasileiro, por isso o gigante ganhou o apelido de “Terror das Águas”. A partir desta sexta-feira, 16, o fóssil ficará exposto ao público no Museu de Paleontologia de Monte Alto» («Cientistas acham nova espécie de crocodilo gigante», José Maria Tomazela, Estado de S. Paulo, 18.12.2022, p. A16).

 

[Texto 17 404]

Léxico: «politicidade | apoliticidade»

É o que dizem

 

      «Os mesmos que invocam o princípio da neutralidade do desporto são frequentemente os primeiros a envolver-se com o poder económico e político e a enredarem-se em conluios e promiscuidades perigosas. De resto, estranha é a suposta apoliticidade do futebol quando se sabe que os donos de alguns dos maiores clubes do mundo são (ou eram) oligarcas russos ou nababos do Golfo Pérsico, do Chelsea ao Paris Saint-Germain, do Mónaco ao Manchester City» («Brinca na areia», Rui Cardoso, «Revista E»/Expresso, 18.11.2022, p. 24).

 

[Texto 17 403]