«Poeta/poetisa»

Pura palermice

 

 

      «A melhor polémica literária de 2011 foi a que que estalou entre a poeta Rita Dove, afro-americana, nascida em 1952, professora da Universidade da Virginia em Charlottesville, que escolheu a Penguin Anthology of Twentieth-Century American Poetry e a grandiosa crítica literária Helen Vendler, euro-americana, vinte anos mais velha e professora de Harvard» («Rita e Helena», Miguel Esteves Cardoso, Público, 11.12.2011, p. 53).

      Mas qual diferença, cara Sofia? O que se conclui é justamente que não há diferença nenhuma. Saibamos ler.

      «Começou então em português a falar-se na poeta e na juiz, por exemplo. Opção curiosa: continuou a dizer-se professor e professora, médico e médica, mas distinguir entre poeta e poetisa é sexista e discriminatório.

      Preocupação interessante, porque para o conceito da profissão de maestro, mundo inegavelmente de homens, é uma honra ser-se maestrina. E fala-se em príncipes e princesas, reis e rainhas... Porque não poetas e poetisas, juízes e juízas?» (Discursar em Português... e não só, Isabel Casanova. Lisboa: Plátano Editora, 2011, pp. 42-43).

 

[Texto 807]

Helder Guégués às 15:04 | favorito
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