Sobre «assunção»

É comum

 

 

      «A 17 de Dezembro, Lisboa avisa todas as suas missões diplomáticas que está iminente um ataque. “O Governo confia que todos saberão cumprir o seu dever.” Salazar enganava-se na assunção de que a luta seria até à última gota de sangue» («O dia em que a paciência da Índia chegou ao fim», Francisca Gorjão Henriques, Público, 18.12.2011, p. 6).

      Assunção é, nas palavras de Agenor Soares dos Santos, no Guia Prático de Tradução Inglesa (São Paulo: Editora Cultrix, 1983), «candidato a anglicismo nas acepções supor, pressupor, presumir; admitir, aceitar como hipótese, ter por certo ou por assentado». Assunção, para mim, tirando a das dívidas e a de Nossa Senhora, só a Cristas e a Esteves. (E pensar que o AOLP90 repristinou a grafia «assumpção» ainda nos deixa mais intranquilos.)

 

[Texto 858]

Helder Guégués às 08:51 | favorito
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