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Linguagista

Sobre «barullo»

Devem-nos esta

 

 

      «El juez José Castro acudió, de manera excepcional, a tomar declaración a un imputado en la sede de la Fiscalía en Palma. Una discreción obligada para cerrar una decisión largamente meditada, negociada por el afectado. Pepote, el jueves 15 de diciembre, declaró al atardecer para evitar los ojos de periodistas y el barullo de la sede de los juzgados» («Pepote, amigo de Urdangarin, dio al juez las claves contra el duque», Andreu Manresa, El País, 3.01.2012).

      O étimo é, pois claro, o português «barulho» e a acepção confusão, desordem ruidosa entre muitos.

 

[Texto 905]

2 comentários

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    Venâncio 05.01.2012 02:35

    Paulo: o grande Joan Coromines (o seu nome catalão) foi um investigador de grande porte, mas a informação que nos deixou era a disponível há 40 e 60 anos. Hoje temos instrumentos de trabalho (volumosas bases de dados, por exemplo) com que ele nem sonhar podia, e daqui a meio século (que inveja!) mais e melhores haverá. 
    Duas coisas mais: como bom catalão, Coromines tende a diminuir a importância do castelhano, não se lho leve a mal, os castelhanos fizeram e fazem o exacto contrário com «las demás lenguas españolas» (como se lê na Constitución); depois, é necessário abandonar a retórica essencialista, e mergulhar continuamente (dá um trabalho danado) nos dados disponíveis. O meu artigo citado, de 2008, por exemplo, já está desactualizado, e terei que revê-lo em próxima oportunidade. 
    Simplificando, podemos dizer que o galego-português contribuiu para três verbos realmente importantes no espanhol: afeitar, despejar e enfadar. O resto são sobretudo termos de doçaria, instrumentário campestre e marinhagem. Ao todo, é fiável uma proporção de 1 para 100 em intercâmbios, com arrasador predomínio do castelhano. 
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