Sobre «quimera»

Uma quimera

 

 

      «Um embrião desenvolve-se a partir de uma célula que é a fusão de um óvulo com um espermatozóide, o que resulta num genoma único e num animal original. Neste estudo, os cientistas conseguiram juntar seis embriões de macacos-rhesus, cada um apenas com quatro células, que se misturaram. O resultado foi o desenvolvimento de um macaco saudável, com células que, por serem de diferentes embriões, têm ADN diferente. Ou seja, o animal é uma quimera» («Cientistas conseguem pela primeira vez produzir quimeras de primatas», Nicolau Ferreira, Público, 6.01.2012, p. 18).

      É acepção que ainda não chegou aos dicionários. O Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora regista algo próximo, mas referido: «organismo vegetal, misto, constituído por tecidos diferentes». Quanto a macacos-rhesus, não vejo a necessidade dessa «quimera», dessa entidade híbrida, pois rhesus está há muito aportuguesado em reso. (Vejam aí na página 879 do Vocabulário da Língua Portuguesa, de F. Rebelo Gonçalves.) Logo, macacos-resos.

 

[Texto 912]

Helder Guégués às 06:48 | comentar | favorito
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