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Linguagista

Reler e rever

À beira do abismo

 

 

      O texto do jornalista e crítico literário Carlos Câmara Leme («A cultura da leitura à beira do abismo», p. 35) na edição de hoje do Público reflecte o que o senso comum repete sobre o ensino e a cultura actuais. O pior é que o autor se esqueceu de reler o texto (e claro que não houve revisão). A título de amostra, eis alguns excertos: «Mas os hábitos de leitura dos portugueses continuam muito a desejar. Porém, o mais grave de todos eles é que, de repente, deixámos de ler autores que, aqui há 30 anos, eram lidos e relidos. Sublinhe-se. Nem por todos, é verdade. Sempre houve e haverá elites culturais, sobretudo devido ao seu estatuto socioeconómico, que determina aquilo que é um designado como um obra clássica ou contemporânea.» «Quando ouvimos o professor catedrático Vítor Aguiar e Silva (V.G.S.), o coordenador do Dicionário Luís de Camões (Caminho), vindo agora a lume, dizer que “existem nalgumas faculdades de Letras uma ausência total de Camões nos currila” [...]» «Aonde é que param os textos/autores canónicos da história da literatura portuguesa? As Cantigas de Amigo

 

 

[Texto 921] 

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