Um dia soalheiro

Afinal, tudo na mesma

 

      «Era um objetivo antigo para um grupo de ex-militares e militares na reforma, alimentado por longas conversas em convívios de companhias nas unidades de paraquedistas. O dia finalmente chegou, solarengo, para este grupo de veteranos das missões de paz na Bósnia-Herzegovina» («Honra e emoção. Veteranos portugueses homenageiam militares mortos na Bósnia», José Pedro Frazão, Rádio Renascença, 2.06.2018, 23h59).

      Há sempre quem, nos momentos decisivos, não está presente, ou está distraído, ou tem o aparelho auditivo desligado. Será possível, José Pedro Frazão, que nunca tenha ouvido ou lido que, nesta acepção, é soalheiro que se diz? Será possível? E é pena os seus colegas deixarem-no espalhar-se assim ao comprido.

 

 [Texto 9332]

Helder Guégués às 10:30 | favorito
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