Quem/que

Mas agora já não

 

 

      «Jorge Miguel Matias, editor do Desporto, considera “impraticável identificar o Vitória Sport Clube” pelo seu nome oficial, “não só pela extensão da designação, como também pelo facto de o clube ser muitíssimo mais conhecido por Vitória de Guimarães”. Se a isto se poderia objectar que não será necessariamente assim que o clube é “conhecido” pelos seus próprios sócios, o certo é que há que pesar outras razões. Como esta: “Existe também a competir na I Liga o Vitória Futebol Clube (habitualmente designado por Vitória de Setúbal), a quem se aplica o mesmo critério. A existência de dois ‘Vitórias’ inviabiliza que se designe qualquer um deles exclusivamente pelo primeiro nome, sob pena de confusão generalizada”» («Nomes, identidades, escolha de palavras», José Queirós, Público, 28.01.2012, p. 55).

      O pronome relativo quem refere-se apenas a pessoas. Quem: qual, que pessoa, a pessoa que. No português arcaico médio, escreve Epifânio da Silva Dias na página 78 da sua Sintaxe Histórica Portuguesa, é que se referia a qualquer antecedente.

 

[Texto 1026]

Helder Guégués às 09:03 | favorito
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