Acordo Ortográfico

Dia de reflexão

 

 

      Mais um editorial (meio, na verdade, desta vez) do jornal Público contra o Acordo Ortográfico de 1990. A esperança parece estar agora, ingenuamente, no governo que sairá das eleições de amanhã: «O Acordo Ortográfico foi apresentado como “um instrumento essencial para a unidade da língua portuguesa e para o seu reconhecimento internacional (CPLP dixit). No entanto, para além das manifestações de analfabetismo que encoraja a seu pretexto (há quem tire consoantes de palavras que não as dispensam), é curioso ver como nem o Estado lhe dá muito valor. As traduções dos memorandos da troika disponibilizadas pelo Ministério das Finanças não seguiram as imposições do Acordo Ortográfico e, na campanha que ontem terminou, nenhum partido fez uso dele nos programas eleitorais. Ou seja, escreveram “vectores” e não “vetores”, “actividades” e não “atividades”, “actual” e não “atual”, “objectivo” e não “objetivo”, “sectores” e não “setores”, “directo” e não direto”, trajectória” e não “trajetória”, “optimista” e não “otimista”, “tecto” e não “teto”, “directiva” e não “diretiva”, “selecção” e não “seleção”, “acção” e não “ação”. O PÚBLICO, que desde o início se opõe ao Acordo, espera que tal “desistência” signifique o seu corajoso abandono, a bem da língua portuguesa e da sua saudável diversidade internacional» («Um acordo inútil», Público, 4.06.2011, p. 38).

 

[Texto 103]

Helder Guégués às 18:09 | favorito
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