Não lhe agradecemos

Qual o objectivo?

 

 

      «Simão é o aluno mais novo da turma. “Gosto de estudar chinês, é cansativo, requer muita paciência, mas lá se vai...”, diz descontraído ao P2. Para acrescentar: “Tem de se praticar muito. O mais difícil é escrever os caracteres.” E o que é um “caractere” (carácter)? [...] Neste caso, explica, estamos a falar de “chinês língua”, mas se pensarmos em “chinês pessoa”, então “ainda temos de juntar a esse ‘caractere’ mais um outro, o de ‘pessoa’”» («Isto para mim não é chinês», Rita Pimenta, «P2»/Público, 30.01.2012, pp. 6-7).

      Todo o empenhamento da jornalista foi reproduzir a pronúncia errónea do vocábulo, e, como não estamos na rádio, de caminho ensina a escrever mal. E, claro, também ensina a despontuar as frases.

 

[Texto 1040]

Helder Guégués às 00:19 | favorito
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