Infinitivo pessoal e impessoal

E quem não ficaria?

 

 

      «A questão dos infinitivos flexionados continua a dar-me cabo da cabeça, e não encontro solução para ela», escreve-me um leitor habitual do blogue. «Será o gosto pessoal o único critério?» A dor de cabeça foi agravada — e com que razão! — por este parágrafo da crónica de Pacheco Pereira no Público de ontem: «O país divide-se assim entre funcionários públicos, vivendo do erário público, acima das suas posses, e fazendo tudo para ter feriados e não trabalhar (os “preguiçosos”), cultivando um egoísmo social assente em pretensos “direitos adquiridos” (“autocentrados”); e jovens yuppies, dinâmicos e empreendedores, com uma “cultura empresarial”, capazes de correrem riscos (“competitivos”), sem cuidarem de terem “direitos” para subirem “por mérito” na escala social (“descomplexados”). Nem uns nem outros existem na vida real, nem sequer como caricaturas, que é o que isto é, mas isso pouco importa» («A nova luta de classes», p. 32).

 

[Texto 1096]

Helder Guégués às 11:19 | comentar | favorito
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