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Linguagista

Acordo Ortográfico

Digam-lhe, por caridade

 

 

      Nuno Pacheco escreve hoje no Público, com alguma graça mas muita superficialidade, sobre o Acordo Ortográfico de 1990. Dois excertos: «Portugal, lavador-mor de grafias antigas, dá agora primazia à fonética, pois, disse-o um dia outra das inteligências pró-Acordo, “a oralidade precede a escrita”. Se é assim, tirem o H a homem ou a humanidade que não faz falta nenhuma. E escrevam Oliúde quando falarem de cinema. A etimologia foi uma invenção de loucos, tornemo-nos compulsivamente fonéticos.» Como não leu o texto do acordo, saiu isto: «Mas há mais: sabem que acabou o café-da-manhã? Agora é café da manhã. Pois é, as palavras compostas por justaposição (com hífens) são outro estorvo. Por isso os “acordistas” advogam cor de rosa (sem hífens) em vez de cor-de-rosa. Mas não pensaram, ó míseros, que há rosas de várias cores?» («Omens sem H», Nuno Pacheco, «P2»/Público, 6.06.2011, p. 3).

 

[Texto 110]

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