«Há/à»

Ele há cada uma

 

 

      «Os especialistas apresentam-nos os assassinos em série com fetichismos que os fazem repetir os artefactos e os modos de agir. Receio que a realidade seja mais simples e já hoje ou daqui a oito dias (e não sexta, como julgamos ser norma neste) alguém vindo de carro e com outro tipo de arma atue em Paris (para onde foi de TGV), dispare, ou mate de outra forma, franceses com antepassados gauleses até há quinta geração» («Retrato do assassino de mota», Ferreira Fernandes, Diário de Notícias, 21.03.2012, p. 56).

      «Até há quinta geração»... Acontece. Gralha? Não: distracção. Ferreira Fernandes deixou na caixa de comentários da edição em linha: «No texto estava um “até há quinta geração”, um erro. “Até à…” é obviamente a forma certa. Peço desculpa aos leitores e ao meu jornal. Foi feita a emenda e agradeço aos que, na caixa de comentários, alertarem para a tolice.» Mas também me intriga o uso do modo conjuntivo neste caso.

 

[Texto 1239]

Helder Guégués às 20:24 | favorito
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