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Linguagista

«Porque/por que»

Fenda gratuita

 

 

      «Porque hão-de alguns portugueses escrever por que (em duas palavras), se não há lógica nem análise possível? Que palavra é aquele “que”? Se responderem que é um pronome, tem de estar em vez de um nome, isto é, há-de ter um antecedente ou referente. Qual é, então, esse nome ou referente, tão íntimo, implícito, subjectivo, que ninguém descortina e serve apenas, como fenda gratuita, para se perpetuarem dúvidas e confusões no ânimo de alguns redactores?» (Nem Tanto Erro!, de Américo F. Alves. Edição do autor, Braga, 1993, p. 33).

 

[Texto 1293]

4 comentários

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    Helder Guégués 21.06.2012 08:04

    Que digo... É uma excepção, e pode haver mais, naturalmente, à forma como o próprio Vieira — e conheço dezenas de passos na obra dele a atestarem-no — escreve a locução. 
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    Eugénia 21.06.2012 13:49

    «e conheço dezenas de passos na obra dele a atestarem-no».
    Alto lá, Helder, esta frase não foi um palpite, nem uma crença; foi uma afirmação.
    E eu digo-lhe que é uma mentira descarada.
    Vai ter de mostrar aqui essas tais dezenas de passos que diz conhecer de Vieira, ou retractar-se publicamente.
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    Helder Guégués 21.06.2012 14:44

    Farei mais do que isso, embora fique desde já claro que não aceito intimações extrajudiciais. Também ao meu ritmo, tanto mais que estou em minha casa, darei as citações de Vieira, e, porque a Eugénia, claramente transtornada, me ofendeu, fica convidada a não voltar a aparecer. Eu não aceito retractações.

     

    «Até nos instrumentos inanimados são necessárias três cousas: o som, a significação do que soam e a inteligência do que significam, porque, se faltar esta significação e esta inteligência, os instrumentos por si sós de nada servem» (Sermões, vol. IV, António Vieira. Lisboa:  Lello & Irmão, 1958, p. 398).

     

    «Mas ainda que todos estes bens, e quaisquer outros fossem do céu, e nós os desejássemos não por si sós, senão juntamente com Deus, ainda assim faziam grande dano à fineza da esperança, e arguiriam menos estimação da sua pureza» (Sermões, vol. V, António Vieira. Lisboa:  Lello & Irmão, 1959, p. 284).

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