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Linguagista

«Porque/por que»

Fenda gratuita

 

 

      «Porque hão-de alguns portugueses escrever por que (em duas palavras), se não há lógica nem análise possível? Que palavra é aquele “que”? Se responderem que é um pronome, tem de estar em vez de um nome, isto é, há-de ter um antecedente ou referente. Qual é, então, esse nome ou referente, tão íntimo, implícito, subjectivo, que ninguém descortina e serve apenas, como fenda gratuita, para se perpetuarem dúvidas e confusões no ânimo de alguns redactores?» (Nem Tanto Erro!, de Américo F. Alves. Edição do autor, Braga, 1993, p. 33).

 

[Texto 1293]

2 comentários

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    Montexto 09.02.2014 17:28

    Sobre esta questão, já tocada em «revisão», 9.12.11, neste sítio, acabo de ouvir uns comentários cordatos de Sandra Duarte Tavares, nas «Páginas de Português», Rádio 2. Tem a lealdade de reconhecer que «gramatici certant», e que é só a sua opinião. 
    Curiosamente compara com o ubíquo bifecamone, quando devia começar pelos mais próximos francês e espanhol.
    Com efeito, o bifecamone e o franciú têm palavras diferentes para o caso interrogativo e para o causal, ao invés do português e do espanhol. Daí vem a maior clareza da opção espanhola e brasileira em distinguir pelo menos na grafia os dois casos, escrevendo «porque», causal, e «por que» ou «por quê» ou «por qué», interrogativo.
    Por isso, eu estou com os Brasileiros.      
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