Sobre «avalancha»

Algo mudou

 

 

      «A neve deixada pela avalancha chegava a 25 metros de altura numa área de um quilómetro. Mais de cem soldados paquistaneses estariam soterrados debaixo da enorme quantidade de neve, onde socorristas lutavam para encontrar sobreviventes, apesar do [sic] mau tempo dificultar as operações. [...] A avalancha atingiu um campo militar paquistanês no glaciar de Siachen, nos Himalaias, junto à fronteira com a Índia, ontem, por volta das 6h (hora local)» («Uma centena de soterrados em avalancha em Caxemira», Público, 8.04.2012, p. 29).

  O aportuguesamento «avalancha» está, nos últimos tempos, e pelo menos na imprensa, a ganhar terreno a «avalanche». O sinónimo perfeito «alude» (ver aqui), que nos veio do castelhano e tem, ao que parece, origem pré-romana (o que não chegaria, na opinião de David Lopes, para o impor entre nós), raramente aparece. Manuel de Paiva Boléo preferia-o a «avalanche», como em vez de «glaciar» preferia «geleira». Consultem o verbete no Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora. Lá está: «Geologia ⇒ glaciar».

 

[Texto 1334]

Helder Guégués às 11:31 | comentar | favorito
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