«Esse» é o nome da letra

Aos esses e aos loros

 

 

      «Teve um trabalhão imenso a apagar as mil e uma mensagens, todas iguais ou quase, mas com assinaturas diferentes, e decidiu ler o jornal. Pegou no Astro. E deu de caras com o Saraiva. Naquela semana só lhe saíam ésses. [...] Mas chega de ésses, que uma semana com Sizzla e Saraiva já é traumática quanto baste» («Uma semana aos ésses», Nuno Pacheco, «2»/Público, 15.04.2012, p. 39).

      Sim, chega de «ésses», até porque o nome da letra não é assim que se escreve, mas «esse». Essa é que é essa. Agora que já sabe, não tenha receio, Nuno Pacheco, ninguém confunde.

      «Sequência: a magra avança aos esses para o cabo miliciano e para o cabo sem miliciano, chama a velha que se escapava, reconstitui o terceto do crime e diz. Que o cabo miliciano é um traste (palmas do pelotão, que eu resolvo não suster)» (Walt ou o Frio e o Quente, Fernando Assis Pacheco. Lisboa: Bertrand Editora, 1979, p. 13).

 

[Texto 1370]

Helder Guégués às 13:39 | favorito
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