Erros de sempre

Caso contrário, vejamos

 

 

      «Mas não é só inútil [o Acordo Ortográfico de 1990]. Veja-se esta antologia de escrita, colhida em trabalhos académicos: “se vi-semos”, “há-dem ver” (mas isto até ministros dizem), “se nos entretermos”, “o homem dasse a conhecer”, “deve-se dizer não há violência”, “há-ja compreensão”, “isso nada tem haver com o real”, “à muito que é assim”, “tratam-se de questões complexas”, “é assim; senão vejamos”; “haviam imensos erros”. Se é assim, sem o Acordo, o que vai ser com a confusão em curso do Acordo? Ele não é, portanto, apenas inútil: é prejudicial» («O Acordo Ortográfico: inútil e prejudicial», Anselmo Borges, Diário de Notícias, 14.04.2012, p. 46).

      Quase todos os erros apontados pelo padre Anselmo Borges passaram já ou pelo Assim Mesmo ou pelo Linguagista. Um, porém, parece um pouco esotérico: «é assim; senão vejamos». Vejamos se é parafraseável assim: «É como afirmo; caso contrário, vejamos os meus argumentos.» É? Então não é erro, senão pretenso erro.

 

[Texto 1404]

Helder Guégués às 18:50 | comentar | favorito
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