«Cortina de Ferro»

Decalcada do inglês

 

 

      «Originalmente lançado em 1988, Utz toma a história deste colecionador de porcelanas (ver caixa), que uma vez por ano tinha autorização para passar uns dias em Vichy (aproveitando, de passagem pela Suíça, onde guardava dinheiros de outros tempos, para comprar mais uma peça rara), para fazer não só o retrato da vida numa grande cidade do lado de lá da cortina de ferro – Praga, neste caso –, dar-nos um á-bê-cê das porcelanas de Meissen e explorar a psicologia de dedicação exacerbada de um colecionador» («Retrato de um colecionador nos dias da Cortina de Ferro», Nuno Galopim, Diário de Notícias, 23.04.2012, p. 46).

      Repara-se logo na falta de uniformidade: Cortina de Ferro no título, cortina de ferro no artigo. Habitualmente, é com maiúsculas iniciais que se vê a expressão, que foi cunhada, como se sabe, por Churchill. Manuel de Paiva Boléo afirmou que, «se se tivesse traduzido com espírito vernáculo a expressão, deveria dizer-se “pano de ferro”, que é o termo próprio da linguagem do teatro». Em inglês, iron curtain.

 

[Texto 1417] 

Helder Guégués às 10:15 | comentar | favorito
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