«Espectador/espetador»

Coerência facultativa

 

 

      «Independentemente das possíveis ilegalidades em torno de um hipotético dumping, da evidente provocação às comemorações do Dia do Trabalhador ou de estas ações de marketing espetaculares indiciarem, muitas vezes, pelo seu aspeto disparatado, desesperado e precipitado, graves dificuldades das empresas que as lançam [...] Antes de tudo isso, gostava de saber junto de todos os envolvidos e de todos os espectadores o seguinte: é mesmo este país que querem?» («Eu era tipo para ir ao Pingo Doce mas...», Pedro Tadeu, Diário de Notícias, 8.05.2012, p. 9).

      Escrevem «espetacular» sem nenhuma dúvida ou remorso, mas cedem, temerosos, às vozes dos que pontificam que «espetador» é ridículo. Será? E onde fica a coerência no meio disto tudo? Ou também é facultativa?

 

[Texto 1481]

Helder Guégués às 08:44 | comentar | favorito
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