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Linguagista

Na dúvida — um hífen

Ninguém repara

 

 

      «O envio da Força de Reação Imediata (FRI) para o golfo da Guiné já fez correr muita tinta, apesar de ainda não se saber quanto custou. A verdade é que, apesar de novas avarias num avião de transporte C-130, a chamada “Operação Manatim” – envolvendo duas fragatas, uma corveta, fuzileiros, um navio-reabastecedor, um avião de vigilância marítima – visou garantir uma evacuação rápida de cidadãos portugueses, se a crónica instabilidade política na Guiné-Bissau se agravasse após o golpe de Estado» («Rapidamente e em força para a Madeira», Diário de Notícias, 13.05.2012, p. 12).

      No Diário de Notícias não faltam hífenes — falta cuidado e reflexão sobre a língua.

 

[Texto 1506]

2 comentários

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    Paulo Araujo 13.05.2012 17:33

    Por extensão de sentido, sim; veja o verbo correpondente: evacuar 1.1 t.d. mil remover (alguém) de área militar ou zona perigosa <com a ameaça dos invasores, as autoridades evacuaram a população> (Houaiss).
    Dirá que só os brasileiros podem ser evacuados? Ah! me esqueci, aqui não somos inteiros e plenos...
    Se por esta questão semântica as Forças Armadas de Portugal não forem à Guiné-Bissau evacuar os cidadãos em perigo, estará muito mal para eles, cidadãos.
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