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Linguagista

«Vinte e nove»

Tão simples é

 

 

      «Vinte nove anos depois, os detetives responsáveis pela investigação deste caso decidiram exumar o corpo do mafioso italiano Enrico De Pedis, por haver indícios de que a solução do mistério possa estar dentro do seu caixão» («Polícia exuma mafioso para resolver mistério», Diário de Notícias, 15.05.2012, p. 24).

      É um trinta-e-um, para esta gente. Então na leitura e na escrita do cardinal composto, se houver dois ou três algarismos, não se usa a conjunção e? Vinte e nove. Trezentos e quarenta e sete. A isto chegámos.

      Ah, sim, houve por aí um gramático, do outro lado do Atlântico, cujo nome já esqueci, que afirmou não constituir erro dizerem-se os numerais compostos de «vinte» sem a conjunção e, que se fundia foneticamente com o e de «vinte»... Na oralidade, há-de ser a maioria das vezes assim — mas na escrita, nem pensar.

 

[Texto 1523]

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