Galicismos

Os mentores

 

 

      «Sartre e Camus eram dois dos mais celebrados heróis da Paris do pós-II Guerra Mundial: os romances deste, O Estrangeiro e A Peste, e as peças de teatro daquele, a intervenção constante na vida política e intelectual de uma França em efervescência tornaram-nos maîtres-à-penser de um mundo em que tudo era novo e os jovens eufóricos se precipitavam para os caveaux de St. Germain-des-Prés» («Camus e Sartre: o corte na família existencialista», Albano Matos e Joana Emídio Marques, Diário de Notícias, 14.06.2011, p. 46).

      Muito bem, é na secção «Artes», o artigo é sobre zangas de escritores — toleram-se os maîtres-à-penser. Mas leva mesmo traits d’union? Hífenes, digo. O pior mesmo são, sem indicação do significado, da tradução, os caveaux. São os cabarés, habitualmente em caves, frequentados por homens de letras e cançonetistas.

 

 

[Texto 154]

Helder Guégués às 19:39 | favorito
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