«No Redondo»

Sempre a cortar

 

 

      «Alentejano nascido no Redondo, a 5 de maio de 1908, Fernando Batalha fez o curso de Arquitetura da Escola de Belas-Artes de Lisboa, atual Faculdade de Arquitetura, especializando-se em Urbanismo, em Paris» («O arquiteto que tinha Angola no coração», Diário de Notícias, 25.05.2012, p. 43).

      Isso também eu afirmei, certa vez, no Assim Mesmo. Mais tarde, um leitor, redondeiro ao que parecia, replicou que não, que lá se diz «em Redondo». Há-de ser a tal tendência literária e oficial de que falava Leite de Vasconcelos.

      Agora uma questão um pouco mais miudinha: aquela vírgula antes do complemento circunstancial de lugar (modificador do grupo verbal, na nova terminologia) não está lá a fazer nada. Apenas seria necessária se o complemento surgisse em posição invertida ou anteposta na frase. Ainda me lembro de o revisor antibrasileiro — que revia como Miguel Torga escrevia: com tesoura — aspar vírgulas às dezenas só nestes casos.

 

[Texto 1585]

Helder Guégués às 12:28 | comentar | favorito
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