«Feiticismo»

Não se envergonha

 

      Diana Garrido, na edição de hoje do i, perguntou ao escritor Paulo Bandeira Faria se a primeira frase se mantinha ou se mudava. «Num poema concedo que o primeiro verso me pareça sempre o mais inspirado. Num romance já não sou dado a tais feiticismos.» Ora aí está: vejam se o autor se presta ao servilismo de usar um galicismo que, curiosamente, teve origem num termo português. O Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora no verbete «feiticismo» remete para «fetichismo», mas não faz o contrário, o que tem as consequências óbvias.

 

[Texto 1591]

Helder Guégués às 13:56 | favorito
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