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Linguagista

Abaixo o «massacre»

Há sempre quem

 

 

      Há sempre quem, como nós, não goste — sobretudo num jornal — de ver um estrangeirismo quando há um ou vários termos portugueses para dizer o mesmo. «Vou instintivamente pelo argumento de autoridade (reconhecida) e, se Seixas da Costa zurze na notícia, alguma coisa deve estar errado nela. Por mim, só me provocou uma guinada nos meus tímpanos com a parla francófona do “massacre”, quando é muito mais português dizer “chacina” ou “carnificina”. [...] De uma maneira simples, talvez demasiado sintética, a notícia disse o essencial. Tirando o... “coiso”... o “massacre”, não consigo ver nela um “amontoado de disparates”. E o leitor?» («O papel dos jornalistas é “traduzir” para o público o que é complexo em simples», Oscar Mascarenhas, Diário de Notícias, 9.06.2012, p. 47).

      (Só um reparo, caro Oscar Mascarenhas: no título, as aspas no vocábulo «traduzir» não são necessárias. Mal estaríamos se todos os sentidos figurados e extensões de sentido precisassem do amparo das aspas.)

 

[Texto 1654]

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