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Linguagista

«Posto da GNR»

A minha homenagem

 

 

      «Uma mulher, com cerca de 45 anos, foi ontem assassinada a tiro na via pública, por um homem, que veio depois a identificar-se como marido desta. O homicídio aconteceu perto das 20.00, em Alhos Vedros, concelho da Moita, e o autor pôs-se em fuga, segundo algumas testemunhas. No entanto, acabou por se entregar ao final da noite no Posto Territorial de Alcochete da GNR» («Mulher assassinada em Alhos Vedros», Diário de Notícias, 14.06.2012, p. 56).

      Bons tempos em que se dizia apenas «posto da GNR». Tempos em que só os soldados com poucos anos de serviço e os tísicos ainda conseguiam vislumbrar o baixo-ventre. Mas todos, como escreveu Cardoso Pires, mastins dos campos. E terror das vilas, acrescento eu.

      E agora José: «Precauções elementares, seja dito, que Elias não tarda a ver confirmadas no posto da GNR de Vendas Novas, onde no registo de ocorrências se faz menção dum furto de duas bicicletas na tal manhã do salve-se quem puder» (Balada da Praia dos Cães, José Cardoso Pires. Lisboa: Bis/Leya, 2010, p. 41).

 

[Texto 1684]

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