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Linguagista

«Zero graus»

Pensam demasiado

 

 

      «Zero grau ou zero graus?» A pergunta é boa, mas não é minha. É da minha mulher. E lembrou-se de outra, mera variante: «“A aluna teve zero valores” ou “A aluna teve zero valor”?» No Brasil, é comum usar-se o singular: «Zero é singular. Da mesma forma que dizemos “zero hora”, devemos falar “zero grau”. Vamos observar as comparações: “uma hora” = “um grau” = “um real”; “duas horas” = “dois graus” = “dois reais”. Se zero é singular, é bom tomar alguns cuidados. Um programa que vai das 22h às 24h (das vinte e duas horas às vinte e quatro horas) pode ir das 22h à 0h (das vinte e duas horas à zero hora)», defende Sérgio Nogueira, como o fazem também outros estudiosos e se lê em livros de estilo de vários jornais brasileiros. Posso estar enganado, mas creio que nunca vi no singular num texto escrito em Portugal. Na Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, em mais de uma entrada, leio «zero graus». Não vejo outra razão que não seja a tradição de o fazer assim. Os Brasileiros pensam demasiado.

 

[Texto 1690]

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