Deste livrámo-nos

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      «No carácter geral da cidade havia mais homogeneidade, de modo que a catedral — a incomparável — com as suas naves tenebrosas, onde se acendem as fulgurações dos vitrais; o claustro composto, deduzido, como sinfonia magistralmente orquestrada na série das suas capelas de retábulos polilhados, entrevistos através de vetustíssimas e imaginosas grades de ferro batido; a sua catedral — a única — não dava ainda essa impressão de flagrante anacronismo que depois foi tomando passo a passo, com a abertura das infinitas avenidas rectilíneas, dos esquares geométricos, das vastas praças rectangulares» (Novelas Eróticas, M. Teixeira-Gomes. Lisboa: Portugália Editora, s/d [mas de 1961], 2.ª ed., pp. 120-21).

      Deste lá escapámos, caro Montexto, valha-nos Deus. «Esquare»! Talvez assentasse bem na escrita do cosmopolita e esteta Teixeira-Gomes.

 

 [Texto 1734]

Helder Guégués às 12:28 | favorito
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