«Auto-segurei-me»!

Herói é o leitor

 

 

      «Nuno foi atrás, até onde o cabo o deixou avançar. Teve de largá-lo e evoluir sem essa segurança, sustentado nos “longes”, duas fitas com mosquetões que foi agarrando, à vez, ao ferro da ponte, sobre dezenas de metros de vazio. [...] “Ele não foi cooperante”. De baixo pareceu agressivo. “Auto-segurei-me com os ‘longes’”» («Nuno, o bombeiro que salvou uma vida ao som dos aplausos», Ivete Carneiro, Jornal de Notícias, 29.06.2012, p. 18).

      Montexto é que vai gostar de ver um bombeiro a «evoluir» e a «auto-segurar-se» nos «longes». Bem, «longe» nunca antes vi nem ouvi. Quanto ao «auto-segurar-se», é um disparate tremendo. E duplo, pois, ao que me assegura um leitor habitual, o jornal segue, ou vai tentando seguir, o Acordo Ortográfico. Logo, «autossegurei-me» (cruzes, canhoto!).

 

 [Texto 1745]

Helder Guégués às 15:06 | favorito
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