«Ajudante de marechal»

Como pode isto ser?

 

 

      Ora bem, retomemos a questão da omosessualità e da bestialità. Continua o artigo do Diário de Notícias: «O manual, datado de dezembro de 2011 e aprovado pelo comandante Pasquale Santoro, destinava-se aos candidatos que no dia 25 de junho deste ano se apresentaram em Pádua para fazerem o exame para ajudante de marechal» («Homossexualidade é desvio para ‘carabinieri’», Maria João Caetano e Patrícia Viegas, Diário de Notícias, 13.07.2012, p. 24).

      A minha filha, com 5 anos, não podia nem tinha de suspeitar — mas duas jornalistas? As jornalistas acham mesmo que maresciallo é o equivalente ao nosso oficial-general de quatro estrelas douradas? Valha-me Deus! No contexto, maresciallo equivale ao nosso sargento. Aqui, a uma crítica nossa, o jornalista Miguel Marujo defendeu-se dizendo que a expressão condenada tinha sido acrescentada por alguém que não ele. Provavelmente, tinha escrito algo correcto, e foi alterado para pior. Neste caso, duas jornalistas escrevem esta barbaridade e o editor ou quem quer que seja acha tudo correctíssimo. Este não é claramente apenas um problema de tradução, mas de cultura geral.

 

 [Texto 1822]

Helder Guégués às 14:15 | favorito
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