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Linguagista

«Imã/íman»

E pedra-de-cevar

 

 

      Um leitor anda a ler E Se Eu Gostasse Muito de Morrer (Rui Cardoso Martins. Lisboa: Dom Quixote, 2009, 4.ª ed.). «Um bom romance, bem contado e de grande riqueza de vocabulário, sem exageros», afirma. Mas eis que na página 103 lhe aparece esta frase: «Nessa noite, a copa do plátano protegeu as ruas, foi imã dos relâmpagos.»

      O autor seguiu a lição de Rebelo Gonçalves, que no seu Vocabulário da Língua Portuguesa, na página 547, regista: «imã, s. m. pedra-de-cevar. Forma preferível a íman, que o uso, todavia, consagrou.» Saberá o autor disto? Seja como for, na linha imediatamente a seguir, lê-se: «É tão largo que parece um daqueles bichos do Dali, que só se aguentam no ar com bengalinhas nas banhas.» Não é dali nem daqui, é Dalí.

 

 [Texto 1842]

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