Plural: «guardas-costeiros»

O erro de Lampedusa

 

 

      «E manifestou [o alto-comissário das Nações Unidas para os Refugiados, António Guterres] apreço pelo “trabalho de socorro no mar feito pelos guarda-costeiros e pelos [serviços] de alfândega”» («Lampedusa ouviu agradecimento especial de Guterres e Angelina Jolie», João Manuel Rocha, Público, 21.06.2011, p. 21).

      Guterres, o Eloquente, falou mesmo assim? Disse «guarda-costeiros»? Ou foi antes João Manuel Rocha, o jornalista? Um ou outro ou ambos estão a confundir. A palavra é composta por um substantivo e por um adjectivo, logo, pluralizam ambos: guardas-costeiros. Quando o elemento «guarda», nestes compostos, é verbo é que fica invariável: guarda-roupas. A propósito: guarda-costeiro, que terá sido tirado a papel químico do inglês coast guard, não está registado em nenhum dicionário. (E como hoje é Corpus Christi, não entrará em nenhum...)

 

 

[Texto 203]

Helder Guégués às 08:31 | comentar | favorito | partilhar
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