«Sarjeta/sumidouro»

Senhores ladrões

 

 

      «Uma, duas, três, quatro. No espaço de 500 metros, treze sarjetas sem tampa. [...] A história passa-se na Avenida Rio de Janeiro, em plena capital portuguesa» (jornalista Sandra Claudino, no Telejornal de ontem). Contudo, o que aparece nas imagens é o que eu conheço por sumidouros. Sim, um sumidouro é uma sarjeta; uma sarjeta é que não é um sumidouro. Este é a sarjeta cuja boca se ajusta à superfície a drenar, o que confirmo no Vocabulário de Estradas e Aeródromos, do Laboratório Nacional de Engenharia Civil, publicado em 1962.

      Os senhores ladrões, como diz a outra, ao que parece vendem cada grade aos sucateiros por cerca de 3,5 euros, ou seja, a 19 cêntimos o quilo, porque têm cerca de 20 quilos. Se só não conseguem furtar as que estão presas com dobradiças, porque não são paulatinamente substituídas por grades com estas características?

 

[Texto 2246]

Helder Guégués às 09:19 | comentar | favorito
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