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Linguagista

Sobre «tranche»

Mas pagamos

 

 

      Com o pedido de Portugal, outro galicismo, que já antes era usado de vez em quando, ressurgiu em força: tranche. Nunca usei na minha vida. Há outras formas de dizer o mesmo. «A primeira tranche surge, como se noticiou na altura, em jeito de empréstimo de emergência, como pediram os banqueiros portugueses» («Primeira tranche em Maio e vale de 18 mil milhões», Luís Reis Ribeiro, Diário de Notícias, 17.05.2011, p. 6). O Dicionário Priberam da Língua Portuguesa definiu assim modestamente o vocábulo: «pedaço cortado. = fatia. Parte separada. = parcela». O Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora, ao dá-lo como termo técnico da área económica, foi mais longe: «parcela de um montante global disponibilizada periodicamente ao titular de um empréstimo, sujeita a taxas e prazos diferentes dos previstos para a(s) outra(s) parcela(s)». Uma coisa é certa: já antes de se usar o galicismo o Estado português pagava os empréstimos que pedia para prover às despesas da nação, em tempo de guerra e em tempo de paz.

 

[Texto 22]