Anglicismos

Incompreensível para o indígena

 

 

      Depois de citar (mal, de forma equívoca) Miguel Paes do Amaral, presidente da Media Capital, escreve Vasco Pulido Valente na sua crónica de hoje no Público: «Francisco Balsemão foi menos catastrófico. Para ele, a constante diminuição da publicidade não permite um novo player em Portugal (a que hoje existe dá à justa para a SIC e a TVI) e o Governo saberá ver isso» («Um sarilho à nossa moda», Público, 1.07.2011, p. 40).

      Ora, se se dirige ao indigenato (e há-de ser, que o escol oxfordiano desconhece esta bela língua), por que raio usa assim anglicismos? Sim, tê-lo-á usado Paes do Amaral, mas no excerto citado por Vasco Pulido Valente não figura. Mais contenção. Depois da monomania das aspas, de que está totalmente (mas não sabemos se para sempre) curado, e que, na minha empáfia, julgo ter sido, já não digo o diagnosticador, mas o curador, temos este problemazinha não menor.

 

[Texto 240]

Helder Guégués às 18:24 | comentar | favorito | partilhar
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