Infinitivo

Recapitulando

 

 

      «O conflito e a diferença de personalidades — a identidade pessoal de cada um e quanto estamos dispostos a sacrificarmo-nos por defendê-la — são gravemente exagerados» («Fazer as pazes», Miguel Esteves Cardoso, Público, 1.07.2011, p. 37).

      Em post anterior sobre a mesma questão — e tendo também Miguel Esteves Cardoso como autor do texto citado —, a leitora Ifigénia, num comentário, sossegou Miguel Esteves Cardoso: «Deixe lá Miguel, não está só: “Se a Grã-Bretanha nos não exibisse estas gargalhadas, teríamos de nos remediarmos com o produto da ex-princesa Studolmire Wyse que só de per si tem a ‘vis insita’, a força ridícula latente das dinamizações altas” – Camilo Castelo Branco, “A Senhora Rattazzi”, 2001, pág. 29.» Fernando Venâncio, por sua vez, escreveu: «Trata-se, claramente, duma hipercorrecção. A ela se entregam também – e gostosamente – escreventes de galego, para quem o infinito flexionado galego-português é marca altamente diferenciadora do castelhano circundante. Na Galiza, o Miguel não destoaria muito.» A leitora Cristina, por sua vez, comentou: «Mas o vezo repete-se ominosamente: “Haviam os partidos de se fazerem caros. ... Na eleição de hoje, sobretudo, todos ganhariam em não se candidatarem” – M. Esteves Cardoso, Público, 5-6-11. Receita: ler menos Thomas Bernhard, e mais Manuel Bernardes.»

 

 

[Texto 242]

Helder Guégués às 19:15 | comentar | favorito | partilhar
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