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Linguagista

Como se escreve nos jornais

Do senhor provedor

 

 

      «Comecei por escrever à mão, com letra o mais clara possível, para que um tipógrafo “batesse” o texto na sua formidável e saudosa Linotype – do inglês line of types, linha de caracteres – que, a cada toque numa tecla, movia uma garra que buscava o molde de uma letra e juntava-o aos restantes, formando palavras e linhas. O chumbo, que ia derretendo de uma barra suspensa nas traseiras da máquina, haveria de ser vertido sobre os moldes e formar os blocos de texto que mais tarde seriam prensados sobre um cartão grosso, juntamente com títulos e imagens, para novo banho de chumbo numa forma cilíndrica. [...] Era também obrigação dar o background – os antecedentes – de uma história, na própria notícia, de modo a que o leitor que não tivesse lido a anterior não se sentisse posto à margem. [...] A regra do background tem a ver com o facto de um jornal, em especial na edição em papel, ser efémero, isto é, durar um dia» («Podem aproveitar-se mais as potencialidades criadas pela evolução tecnológica», Oscar Mascarenhas, Diário de Notícias, 22.12.2012, p. 47).

 

[Texto 2453]

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