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Linguagista

«Alguém» ou «ninguém»?

Será mesmo exigido pela língua?

 

 

      «Era o fidalgo a única pessoa que exercia influência em Bento de Araújo, e tamanha que pudera arrancar-lhe alguns mil cruzados a juros, sob juramento de não dizer a alguém que lhos devia» (Novelas do Minho, 1.º vol., Camilo Castelo Branco. Fixação do texto e nota preliminar pela Dr.ª Maria Helena Mira Mateus. Lisboa: Parceria A. M. Pereira, 1971, p. 213). Já tratei desta questão vai para sete anos. Outro Araújo, o excelso João de Araújo Correia, na obra Enfermaria do Idioma, afirma que uma das cismas de Camilo era, em certas frases, «substituir o alguém da sua cachimónia ao ninguém exigido pela sua e nossa língua» (p. 188). Se antes me pareceu que Araújo Correia tinha razão, hoje já tenho dúvidas.

 

[Texto 2514]

2 comentários

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    Montexto 05.02.2013 13:02

    Como tb aqui:

    «George acendeu um cigarro e a mulher serviu-lhe mais uma dose de vodca vermelha. Para sua própria surpresa, deitou também uma para ela

    Truman Capote, Música Para Camaleões, trad. Ersílio Cardoso, Bertrand, 59.

    Só estaria correcto se fosse ele a deitá-la para ela.

    Como foi ela a servir-se, correcto é: «George acendeu um cigarro e a mulher serviu-lhe mais uma dose de vodca vermelha. Para sua própria surpresa, deitou também uma para si

    Porque a mulher, depois de deitar vodca para ele, servindo-o, deitou vodca também para si, servindo-se a si própria.

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