Variantes

Duplas e triplas

 

 

      Não se pode agora falar em duplas grafias, a propósito do Acordo Ortográfico de 1990, que não nos lancem logo para cima os «oiros» e os «ouros». Variantes ortográficas, como se sabe, muitas línguas têm. O latim está cheio delas. O português, filho do latim, também. Pense-se na obra de Camões, por exemplo. O poeta, como muitos outros contemporâneos, preferia a forma dous (que as edições modernas estropiam para «dois»), que está mais próxima do étimo, duos. Como cousa, que entretanto se perdeu completamente, está mais próximo do étimo, causa. Vejam ali aquele «triásicos» do texto anterior. O primeiro período da Era Secundária ou Mesozóica é designado por Triásico, Triássico e Trias. Estranho, este Trias, mas é o nominativo de uma palavra latina (de origem grega) de que também nos veio outra a partir do genitivo: tríade.

 

[Texto 252]

Helder Guégués às 22:23 | comentar | favorito | partilhar
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