Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Linguagista

Como se escreve nos jornais

Só dois

 

 

      Na edição de ontem do Público, Nuno Pacheco lembrou a morte de um fotojornalista, Joaquim Lobo, e de um jornalista, António Jorge Branco. Em relação a este, escreve: «E lá trocávamos ideias, impressões, histórias maiores e menores (odiava as gralhas dos jornais, assim como o mau uso do português, de que era um dedicado conhecedor)» («O adeus a um mestre», Nuno Pacheco, «P2»/Público, 11.07.2011, p. 3).

      Devia então odiar o Público actual. (E outros jornais, claro, mas com o mal dos outros, etc.) Respigo só dois erros — erros, não gralhas — da edição de ontem, e da mesma notícia.

      «“Não basta um copo para se ficar doente”, alerta [Helena Rebelo, coordenadora do Departamento de Saúde Ambiental do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge], notando ainda que os organismos não reagem da mesma forma e que crianças ou pessoas com doenças pré-existentes e com o sistema imunitário mais vulnerável podem estar propensas a complicações. A “contaminação microbiológica de origem fecal”, que foi encontrada em 87,8 por cento das análises afectadas [sic], incluindo a presença da agora famosa bactéria Escherichia coli, tem como complicação mais comum a gastreenterite, com sintomas como febre, diarreia e vómitos» («“Maioria dos fontanários do país não possui água própria para consumo”, diz estudo», Catarina Gomes, Público, 11.07.2011, p. 6).

     Preexistente. Já vem do latim, e é assim que se deve escrever este vocábulo, tal como preexistência, preexistencialismo e preexistir. Não vale a pena inventar. «Gastreenterite» é confusão que advém de o termo ter duas variantes: gastrenterite e gastroenterite.

 

 

[Texto 288]

7 comentários

Comentar post