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Linguagista

De vela e à vela

Porque este é diferente

 

 

      Lá fora, 40 º Celsius, e aqui em casa acabei de ler a «Ode Marítima», de Fernando Pessoa, disfarçado de Álvaro de Campos. Ando farto de engenheiros, mas como este é só a fingir, cá vai: «Ah, os paquetes, os navios-carvoeiros, os navios de vela!/Vão rareando — ai de mim! — os navios de vela nos mares!» Um dia destes, ainda vão transformar aqueles navios de vela em navios à vela. Para não confundir as cabecinhas.

 

[Texto 3059]

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