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Linguagista

Como o indígena ignorante

A atracção das aspas

 

 

      Já por duas ou três vezes critiquei o uso excessivo das aspas nos textos de Vasco Pulido Valente. Com algumas intermitências, nada melhorou. A intenção, a ideia (tratando-se de Vasco Pulido Valente, tinha de haver uma ideia) é dar a entender que o indígena é que se exprime daquela maneira — que ele usa apenas para se fazer compreender, porque afinal está a escrever para o indígena ignorante. Por vezes, porém, como na crónica publicada hoje, a intenção não é essa, simplesmente escreve como o indígena ignorante. «O jornal Expresso, em homenagem ao seu proprietário, resolveu este mês publicar uma sequela de Os Maias, que, como o nome indica, é uma continuação da história de Carlos da Maia e de João da Ega, a partir do momento que eles correm atrás do “americano” para não chegarem tarde a um jantar de amigos» («A atracção da asneira», Público, 17.08.2013, p. 44).

 

  [Texto 3187]

4 comentários

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    venancio 18.08.2013 08:06

    O Montexto conhece algum uso de reticências em Vieira?
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    Helder Guégués 18.08.2013 08:30

    Conheço eu... no Sermão da Sexagésima.
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    venancio 18.08.2013 08:38

    Tem razão, ó madrugador Helder: «mas um pregador, vestir como religioso e falar como... não o quero dizer, por reverência do lugar».

    E contudo não era isto o que eu visava.

    Há reticências substitutas do que iria dizer-se (estas, vieirianas) e reticências que remetem - pensativamente, muito sugestivamente... - para o que foi realmente dito.

    Julgo que Vieira, como VPV, nunca usou estas segundas, as gratuitas, as fúteis.
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