Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Linguagista

Ortografia: «audioguia»

Não há tempo

 

 

      «A primeira explanação já conhecida parece ser uma sátira ao estilo convencional dos áudio-guias de museus, com frases como “está a observar um tipo de pintura chamada graffiti, do latim graffito, que significa graffiti com um O”» («Banksy invade as ruas de Nova Iorque», Vítor Belanciano, Público, 3.10.2013, p. 33).

      Está o jornalista ilibado da (aparente?) parvoíce, porque acabei de ler a transcrição em inglês: «“You’re looking at a type of picture called graffiti, from the Latin ‘graffito,’” the audio guide offers, “which means ‘graffiti,’ with an ‘o.’”» (aqui). Mas só pode ser audioguias, porque o elemento audi(o)- não se liga por hífen ao elemento seguinte. Claro que os jornalistas não têm tempo para pensar nestas minudências e investigar. Sobretudo não têm meios.

 

  [Texto 3352]

2 comentários

  • Sem imagem de perfil

    venancio 03.10.2013 21:17

    F. Lopes, Sousa, Vieira, Melo, Costa (o da «Arte de Furtar», decerto), Bernardes... escreveram como melhor lhes pareceu.

    Depois, no século XVIII, uns veneradores doutrinários decidiram que o modo como F. Lopes, Sousa, Vieira, Melo, Costa, Bernardes se expressavam é que era o português legítimo.

    Depois, muito depois, um fulano de seu nick Montexto repete a pouco imaginativa decisão dos gurus setecentistas.

    Acredite-se: todos os tratadistas, e sobretudo os aprendizes de tratadistas, se acham imensamente espertos. Mas é uma esperteza saloiíssima. 


     
  • Comentar:

    Comentar via SAPO Blogs

    Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

    Este blog tem comentários moderados.

    Este blog optou por gravar os IPs de quem comenta os seus posts.