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Linguagista

Era de esperar

O bê-á-bá, no século XXI

 

      «Fazia-se cara feia, dizia-se “racista mau, racista feio”, e era esperar que eles caíssem neles» («Às ramas, às ramas», Fernanda Câncio, Diário de Notícias, 13.12.2013, p. 9).

      Fernando Campos, ou porque nasceu em Águas Santas ou porque foi professor, sabia: «Silêncio de almas assustadas, passos lentos, o inclinar de cabeças para o pó da terra, eis o acompanhamento e ritmo do derradeiro transe, a hora de os mortais caírem em si e sentirem, duro como rocha, o efémero percurso deste mundo» (O Lago Azul, Fernando Campos. Lisboa: Difel, 2007, p. 147).

 

  [Texto 3739]

5 comentários

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    R.A. 29.12.2013 23:04

    Curiosamente também acabei de ler esta noite o "Para onde vão os guarda-chuvas!"
    20 valores! Belo romance, bem escrito, prosa poética do melhor! Leiam, leiam! Leiam romances como quem ouve música e não como quem estuda partituras...
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    Francisco Agarez 30.12.2013 09:46

    Confesso, caro leitor melómano R.A., que ainda não tinha percebido que este blogue era dedicado a temas de crítica literária. Pensava que versava temas do uso correcto ou incorrecto da Língua Portuguesa! Pelos vistos, a música é outra. Meterei a viola no saco.
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    R.A. 30.12.2013 11:36

    Prezado Agarez, fui procurar e encontrei a citação. Analisei-a à lupa e, como Gedeão, "olhei-a de um lado, do outro e de frente, tinha um ar de [frase] muito transparente".
    «Naveeda não olhou para ela [irmã], ainda tinha os olhos deitados sobre o sangue que manchava o cigarro desmaiado e sobre os cabelos do pai e sobre a boca morta e sobre os ouvidos apagados. Naveeda perguntou à irmã se ela [irmã] queria um chá, mas a irmã não lhe respondeu e [esta] disse-lhe, isso sim, que ela [Naveeda] deveria ir viver consigo e com o marido - que era um bom homem, um empresário de canalizações -, mas Naveeda recusou a oferta, preferia ficar com a tia.» Para onde vão os guarda-chuvas, Afonso Cruz, página 64, Alfaguara, 2013.
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    Francisco Agarez 30.12.2013 16:55

    Prezado R.A.: Agradeço o seu esclarecimento, mas confesso que não percebi o seu (dele) alcance. Espero, sinceramente, que a sua conclusão não tenha sido que a formulação de Afonso  Cruz (cuja prosa muito admiro) está correcta. Isso seria a prova de que também na sua (de R.A.) cabeça reina uma grande confusão sobre os vários tipos de complemento que envolvem o pronome pessoal. Estarei errado?
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