Revisão nos jornais

E logo no editorial

 

 

      Eu não disse que se ia ouvir agora muito a palavra «panteão»? É preciso alguns cuidados, com as repetições, por exemplo: «Mas o que significa Eusébio no Panteão? Melhor: o que significa, para Portugal e para os portugueses, o Panteão? Sabe-se quem lá está, e nem todos são nomes consensuais: a Almeida Garrett, Aquilino Ribeiro, Guerra Junqueiro, João de Deus, Manuel de Arriaga, Óscar Carmona, Sidónio Pais e Teófilo Braga juntaram-se, mais tarde, Humberto Delgado, Amália Rodrigues e Aquilino Ribeiro. E há uma campanha para que Sophia de Mello Breyner Andresen também para ali seja trasladada. Note-se que D. Nuno Álvares Pereira, o Infante D. Henrique, Pedro Álvares Cabral ou Afonso de Albuquerque “estão” lá, mas apenas em cenotáfios (memoriais fúnebres) porque todos estão sepultados noutro lado» («Eusébio, o Panteão e certas conveniências», editorial, Público, 7.01.2014, p. 50).

      Dantes, as nuvens de fumo nas redacções podiam impedir a visão clara dos textos, mas agora, graças a Sócrates, com a melhor lei dos últimos 75 anos, a Lei do Tabaco, já não é assim. Vêem-se as palavras, não se vêem é revisores.

 

  [Texto 3799]

Helder Guégués às 05:33 | comentar | favorito
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