Tradução: «permafrost»

Ai isso é que há

 

 

  «A Península Antárctica está a aquecer depressa: desde 1950, a temperatura média anual do ar subiu 2,5 graus Celsius. Caso a temperatura do ar continue a subir, o permafrost pode sofrer mudanças drásticas. Até há uma década nada se sabia sobre ele. Criou-se entretanto uma rede mundial de monitorização e os dados recolhidos pela equipa de Gonçalo Vieira em várias ilhas da Península Antárctica, que contribuem para essa rede, denotam uma tendência para o aquecimento, essencialmente no Verão, nos primeiros metros do solo, a camada que se funde e volta a ficar congelada no Inverno e abaixo da qual está o permafrost» («Cientistas portugueses pedem ajuda para comprar drone para a Antárctida», Teresa Firmino, Público, 7.01.2014, p. 36).

   Pode ser um horror, como alguns querem, mas temos equivalente português, usado tanto em textos científicos como em romances, dos anos 50 à actualidade. Incompreensivelmente, o Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora ignora-a.

      «A minha última amante, uma italiana de Cuneo que continua a vender frigoríficos novos aos moribundos, está-se também a derreter. Como nós todos sabemos, o calor provoca a fusão do pergelissolo em que assentam as estradas árcticas, e perto de Fairbanks a via das bicicletas está cheia de lombas» (A Ponte Submersa, Manuel da Silva Ramos. Lisboa: Publicações Dom Quixote, 2007, p. 22).

 

  [Texto 3800] 

Helder Guégués às 05:58 | comentar | favorito