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Linguagista

Como se aplica o AO90

Desta forma miserável

 

      «Isso é irónico, porque Darwin tem sido frequentemente usado como um símbolo não apenas da “vitória” dos europeus e da sua “civilização”, mas também do seu conhecimento e ciência, em contraste com as crenças “irracionais”. Aqueles que se percebem como vencedores nesta “dupla” vitória são, de fato, aqueles que tanto temem qualquer crítica ao seu ídolo, pois a percebem como uma crítica a si próprios» («Racismo, machismo, eurocentrismo e a idolatria de Darwin», Rui Diogo, Diário de Notícias, 13.09.2021, p. 14).

      Está bem que Rui Diogo não está a ensinar em Portugal, deo gratias, mas na Universidade de Howard, só que esta forma de entender as regras do AO90 não deixa de ser deletéria. Do Diário de Notícias, infelizmente, também já não podemos esperar nada de bom.

 

[Texto 15 457]

Assim se aplica o AO90

De mal a pior

 

      «Porque é que, em Portugal, políticos com elevadas responsabilidades culparam, declarada ou subrepticiamente, os Portugueses pela desastrosa evolução da pandemia no trimestre de dezembro de 2020 a fevereiro de 2021?» («Covid-19: porque é que...?», António Ferreira, Observador, 12.05.2021, 00h06).

      O texto do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990 é omisso em relação a isto, mas é logo, como já nos habituaram, para a pior opção que os falantes propendem. E é o autor médico e professor da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, agora imagine-se o Sr. Adérito ali da frutaria. Nada recomenda a forma aglutinada, e um mínimo de reflexão sobre a língua permitiria a qualquer um chegar a esta conclusão.

 

[Texto 15 121]